sábado, 8 de janeiro de 2011

E as cordas se movem, movendo as pernas do rei...

Essa história de caminhar e cantar seguindo a canção já não me agrada mais.
Fiz motins, gritei e por pouco não me matei para chegar onde cheguei, mas ninguém pode ver.
Será que ainda alguém lembra que todas as conquistas de hoje se deveram à heróis do passado?
Será que alguém sabe que esse Rei aqui um dia pensara por si mesmo?
Sei que não.
Mas sei que morri.
Morri por dentro, matei-me, sufoquei-me, não sou como antes.
Não falo mais. Não luto mais. Não sorrio mais.
Meus sorrisos eram movidos pelas minhas glórias. Pela minha revolução.
Mas nada disso me serviu.
As pessoas me esqueceram.
As pessoas me negaram.
As pessoas não souberam dar valor à luta.
Hoje ainda sou rei.
Mas um rei vazio.
Um rei que aprendeu que as pessoas não amam aqueles que lutam por elas.
Hoje deixo que me dominem.
Deixo que falem por mim.
Deixo que pensem por mim.
Deixei que vivessem por mim.

Então que vivam.

Ass: um rei suicida, que aprendeu que seu reinado, é de um homem só.

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