Eu sinto como se estivesse lá.
Vejo as pessoas, ouço as conversas, tenho um cenário; Aqueles lugares, aqueles momentos, nada disso me pertence, nem nunca pertenceu, mas parece impossível fazer meu coração entender isso.
Mas não adianta, eu sinto.
Como se tudo aquilo fizesse mais parte da minha vida do que de qualquer um!
Será que é certa minha vontade constante de me massacrar, de voltar a um passado que nem sequer eu vivi de fato?
E como posso dizer que não vivi, se constantemente ele volta pra me assombrar, e jogar na minha cara fatos e histórias que não fazem mais a menor diferença?
Volto ao início dos pensamentos, respiro fundo, e digo pra mim que já passou.
No momento a única coisa que consigo pensar, é naqueles clichês tão reconfortantes, como a idéia de que o que importa é o hoje em diante.
Pois é.
É difícil essa coisa de querer superar tudo, e fingir um ar blasé, eu sei.
Mas é necessário passar por certas situações fingindo indiferença, mesmo que a única pessoa que não seja indiferente a tudo seja você mesma.
1 comentários:
Muito bom esse texto. De início pensei que faria uma referência óbvia ao filme homônimo, mas o texto me surpreendeu.
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