sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Entre o trem e a plataforma

 *Inspirado em todos os sentimentos que me vieram ao ouvir a música "You're beautiful",de James Blunt.

Ele tinha certeza que havia visto um anjo.
Sim, um anjo, pois não podia ser que aquela mulher tão linda,
Naquela estação de trem tão feia,
fosse humana.

Aquele homem tão solitário, como tantos outros naquela mesma plataforma,
No primeiro instante em que viu aquela mulher,
Sentiu que tudo o que já havia feito, fora uma ponte para chegar àquele lugar,
E ver aquele rosto.

Seu trem chegou.
Torcia com vontade para que ela tivesse o mesmo destino que o seu.
Torceu para que ela entrasse no trem, e por Deus,
Ela entrou!

Seu coração batia como louco.
Batia tão alto, que ele se perguntou se talvez ela não pudesse ouvi-lo.

Então em um momento único, que ele para sempre descreveria como o mais lindo se sua vida,
ela olhou em seus olhos.
Aquele homem se sentiu completamente desnudo.
Tinha certeza de ela vira em sua alma, cada sentimento que ele começara a nutrir por ela.

Não precisaram dizer nada.

Mas ele quis.

Infelizmente, seus pensamentos foram interrompidos pelo barulho de mais uma estação,
quando as portas do trem se abriram, e ela se foi.
Ela desceu do trem, ele ficou imóvel.

Ela olhou para trás.
Ele quis ir atrás daquela mulher tão linda, tão maravilhosamente perfeita.

Mas não foi.

Se deu conta de não sabia quem era ela. Não sabia seu nome.

Então decidiu o que fazer.

Se sua vida nunca encontraria a dela, não fazia sentido continuar vivendo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um capricho do destino

Na primeira vez, eram dois olhares.
Dois sorrisos.
Eram porém as mesmas ideias, e quem sabe até as mesmas palavras.
Era uma afinidade incrivelmente forte para primeiras vezes.

Na segunda vez, já eram duas pessoas,
uma procurando pela outra, já sabendo onde encontrar.
Eram mais sorrisos, e mais olhares.

Na terceira vez, já não sabia o que era,
Só sabia que me fazia sorrir, só de pensar.
Sabia também que não era por acaso que havíamos nos cruzado.

Já não sabia se ia em frente, ou se recuava.
Sabia que não daria em nada, não podia dar em nada!
Não podia pôr em risco tudo o que ambos tínhamos.
Ou podia?

Eu me perguntava a cada vez que o via, se aquilo fazia sentido.
Se era mesmo mútuo. Mas como não podia ser?
Talvez fosse platônico, se possível das duas partes.
Talvez porque as duas partes sabiam que não podiam ser mais próximas do que eram;

Porque o destino, ou carma, ou seja lá o que for, nos trouxe um para perto do outro,
Quando na verdade, esse "perto" nunca será tão perto quanto queríamos?
Um capricho dele, ou apenas a vontade de mexer em duas vidas,
Que antes achavam que já tinham tudo que queriam?

Ai ai, pensar nisso é difícil, perguntar é difícil.
Ainda mais quando não se tem as respostas. Ninguém tem.
Nem mesmo nós dois.




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Eu sinto como se estivesse lá.
Vejo as pessoas, ouço as conversas, tenho um cenário; Aqueles lugares, aqueles momentos, nada disso me pertence, nem nunca pertenceu, mas parece impossível fazer meu coração entender isso.
Mas não adianta, eu sinto.
Como se tudo aquilo fizesse mais parte da minha vida do que de qualquer um!
Será que é certa minha vontade constante de me massacrar, de voltar a um passado que nem sequer eu vivi de fato?
E como posso dizer que não vivi, se constantemente ele volta pra me assombrar, e jogar na minha cara fatos e histórias que não fazem mais a menor diferença?
Volto ao início dos pensamentos, respiro fundo, e digo pra mim que já passou.
No momento a única coisa que consigo pensar, é naqueles clichês tão reconfortantes, como a idéia de que o que importa é o hoje em diante.

Pois é.

É difícil essa coisa de querer superar tudo, e fingir um ar blasé, eu sei.
Mas é necessário passar por certas situações fingindo indiferença, mesmo que a única pessoa que não seja indiferente a tudo seja você mesma.



terça-feira, 5 de julho de 2011

La Masqué

  *Inspirada em uma aula do prof Gláucio Cardoso

Será que sabes realmente quem sou?
Me conheces, sei, mas sabes inteiramente porque me usas?
Sabes de fato meu papel, ou como tantos, me confunde?

Uns dizem que lhe cubro a alma, e exponho um ser que não és;
Outros sábios porém, dizem que quando me usas, podes ser quem és de fato.
Mas para tu, o que lhe causo?

Me deram sentidos injustos, dizem que sou má.
Pensam que por minha culpa, pessoas fingem ser o que não são,
se escondem de si mesmas, criam um personagem

Mas será que sou eu?
Será que quando desfilo pomposa pelos carnavais de Veneza, estou tirando das pessoas a liberdade de serem si mesmas?

Penso que as pessoas que se esqueceram quem sou.
Eu não minto, eu não finjo, eu não cubro.
Não podem me culpar se me usam de forma errada.

Ainda não sabes quem sou?

Sou eu, a tua Máscara;

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Minha Redoma.

Existe um lugar para onde eu sempre corro quando tudo parece prestes a cair sobre a minha cabeça.
É nesse lugar que eu reflito, que eu penso, que eu questiono.
É lá que eu tomo as melhores e piores decisões.
É na minha redoma, que todos os dias eu procuro um sentido pra tudo. Raramente eu encontro, mas como eu procuro!
Nessa redoma as coisas correm no meu ritmo, e do meu jeito.
Nada nem ninguém pode entrar lá, a não ser eu.
É lá que meu ego, meu ide e meu super ego decidem o que vai ser de mim. E não precisam nem me consultar.
Na minha redoma, só entra quem eu quero. Geralmente, ninguém.
Não que eu não goste de pessoas. Eu simplesmente não acho mais que alguma possa me entender. Não é drama, não é frescura. É uma simples constatação.
Nessa redoma, tudo me atinge, mas cada dia menos, algo me abala.
Sim, nessa redoma eu me abrigo. Eu me escondo, me protejo.
Essa redoma, ah, meu caro, essa redoma sou EU!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

(...)

" Uma moça é linda quando sua virtude não pode ser questionada; quando sua estabilidade e fé na igreja são firmes. Uma moça é linda quando é sincera e humilde: quando ela olha para uma criança com afeição e para um sofredor com compaixão. Ela é linda porque tem um sorriso e uma palavra animadora para os que encontram.A beleza não fica apenas na face, mas certamente, é medida pelo caráter e a doçura de sua disposição. ( Harold B. Lee)" 

sábado, 8 de janeiro de 2011

E as cordas se movem, movendo as pernas do rei...

Essa história de caminhar e cantar seguindo a canção já não me agrada mais.
Fiz motins, gritei e por pouco não me matei para chegar onde cheguei, mas ninguém pode ver.
Será que ainda alguém lembra que todas as conquistas de hoje se deveram à heróis do passado?
Será que alguém sabe que esse Rei aqui um dia pensara por si mesmo?
Sei que não.
Mas sei que morri.
Morri por dentro, matei-me, sufoquei-me, não sou como antes.
Não falo mais. Não luto mais. Não sorrio mais.
Meus sorrisos eram movidos pelas minhas glórias. Pela minha revolução.
Mas nada disso me serviu.
As pessoas me esqueceram.
As pessoas me negaram.
As pessoas não souberam dar valor à luta.
Hoje ainda sou rei.
Mas um rei vazio.
Um rei que aprendeu que as pessoas não amam aqueles que lutam por elas.
Hoje deixo que me dominem.
Deixo que falem por mim.
Deixo que pensem por mim.
Deixei que vivessem por mim.

Então que vivam.

Ass: um rei suicida, que aprendeu que seu reinado, é de um homem só.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Carta que escrevi endereçada ao Senhor Sérgio Cabral

                     Meu nome é Diely, tenho 17 anos. Primeiramente gostaria de dizer ao Senhor Governador Sérgio Cabral, que muito me envergonha o fato de o povo carioca ter reeleito o Sr. Logo no primeiro turno. Não vejo há 4 anos nada de diferente no meu estado, a não ser UPAs que não salvam vidas, e UPPs que não pacificam meu Rio de Janeiro.
                    Também gostaria de dizer, que mais vergonha ainda sinto em saber que é nesse estado de caos que serão realizados os jogos da Olimpíada e da Copa do Mundo, que mancharão mais ainda o nome do Rio pela mídia afora.
                    Também venho por meio desta, perguntar ao Senhor Sérgio Cabral, se para ir ao trabalho, ele ou sua família usam o transporte público. O Sr. Por acaso sabe o que é sair de casa com medo de entrar num ônibus, e o mesmo ser incendiado por traficantes, que tem mais poder do que o Senhor próprio? O Sr. Sabe o que é um trabalhador suar o mês todo, para de repente ver seus bens serem levados por um marginal, que também lá atrás não teve oportunidade de conseguir estudar e ser alguém na vida?
                    Recentemente fui assaltada na porta do meu colégio, a renomada FAETEC, a mesma que não tem nenhum policiamento em seus arredores, apesar de ser quase ao lado de uma delegacia. Desde então percebi que aquele indivíduo que me assaltou, nada mais era do que uma vítima, o mais baixo posto nessa escala toda de podridão. Me pergunto também quando o senhor vai parar de dar ao povo um cala-boca, criando instituições que de nada adiantam, e vai começar a investir em educação decente para o povo, para que ele deixe de ser ignorante, e não seja mais uma massa de manipulação nas mãos dos senhores.
                    Ou o Senhor vai esperar até que os analfabetos de hoje, se tornem aqueles que amanhã irão apontar uma arma para a cabeça dos seus filhos? Uma providência será tomada até lá?
                   Me pergunto também se o Senhor pensa nos eleitores burros que te botaram no poder, e que são os mesmos que estão morrendo nas filas de espera dos hospitais que segundo as suas propagandas eleitorais, funcionam perfeitamente. Funcionam sim, para servir de fachada para os senhores recolherem o nosso dinheiro para fins de saúde, e que na verdade só funcionam para a saúde de vocês mesmos.
                  E mais do que nunca, me pergunto: O que está acontecendo com o meu Rio de Janeiro? Será que alguém ainda olha por nós? Será que o Senhor Governador ainda lembra que o Estado está em suas mãos, sob seu comando? Claro, o Senhor não precisa mais de votos, por isso não se preocupa com o estado que nós estamos. E sabe também que o povo burro não vai te tirar do poder, nem vai protestar.
                 Mas eu protesto! Não posso admitir que meu Rio de Janeiro se torne fonte de dinheiro para os senhores, enquanto nós sofremos, enquanto nós enterramos inocentes, enquanto nossos policiais morrem, enquanto o mundo nos critica.
                Até quando nós pagaremos pela irresponsabilidade dos senhores, pela falta de compromisso com o povo que os colocou no poder, o povo que enche os bolsos dos senhores, e até quando pagaremos pela falta de amor a esse estado maravilhoso? Quantas mães mais terão que chorar a morte de seus filhos, até os senhores tomarem uma providência?
               Vão esperar até que INEVITAVELMENTE a violência bata às suas portas?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Aquela noite em Madrid

E de repente, vi uma mulher se aproximar a mim. Carregava nos olhos duas grandes safiras, e me enchia de um sentimento que nem sei explicar.
Só sei que naquele instante, aqueles olhos azuis como o mar, me fizeram querer mergulhar e me perder dentro daquela mulher.
Madrid de repente sumiu sob meus pés e acima de minha cabeça, e tudo o que eu via à minha frente eram aqueles cabelos castanhos que mais pareciam um vento em minha direção, aqueles olhos de pedra rara, aquela boca, aquele rosto... céus! Aquela mulher só podia ser um anjo!
Apaixonei-me de uma forma única, pura e selvagem.
Experimentei então aquele amor que só se tem uma vez, aquele amor que te arrebata, te encanta, te faz querer viver, que vem de repente, à primeira vista, te persegue e te consome. Em segundos um ser desconhecido se torna a única pessoa existente no mundo.
E eu, homem de várias mulheres, perdi-me naqueles olhos imensos e profundos como o mar.
Em questão de segundos.
Então aquela mulher passou por mim, e se foi.
Senti então aquela linda cidade voltar para diante dos meus olhos. Via os carros, as praias, as pessoas... Mas nada sem aquela mulher ao meu lado teria o mesmo brilho de novo.
Via a praia, e só pensava naqueles olhos. Sentia o vento me tocar, e só lembrava daqueles cabelos, meu coração se apertava.
Tomei de volta o caminho de casa.
Anos se passaram, voltei à Madrid.
Voltei àquela praia, procurando como louco aquela mulher que me arrebatara a alma em poucos segundos e para sempre.
Mas nunca mais à encontrei.
E eu nunca soube o nome dela...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aquele mar em dias de chuva...

Era um dia daqueles bem monótonos, com o sol brincando de esconde-esconde com as nuvens. Me sentia vazia, oca, e nada me deixaria mais alegre do que sentar à beira do mar, que chegava a ser mais bonito do que no verão em dias como esse, e observaria ali o vai e vem das ondas, mais lembrando o zigue-zague dos meus pensamentos, que não se decidiam entre me deixar seguir ou me fazer lembrar.
Via na areia da praia, meus passos, e pensando cada vez mais de forma metafórica, comecei a analisar a minha vida, e aqueles passos me fizeram pensar em toda a trajetória da minha vida. Pensava em meu passado, nos sonhos perdidos, nas ilusões, nas expectativas frustradas... Pensava no meu presente, e inevitavelmente, me via em  um futuro incerto. 
Então entrei no mar, querendo com a minha alma, que as ondas levassem pra longe de mim todas as incertezas, todas as mágoas, todo aquele vazio. Arranquei de mim tudo o que me matava por dentro, cada dia mais, e joguei para os céus, torcendo e pedindo para que Deus me visse ali, sozinha naquela praia em um dia triste de inverno, chorando e clamando por alguma compaixão, e mais do que tudo, com uma imensa vontade de ser feliz.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Einstein não morreu


Vendo que as coisas não andavam bem aqui na Terra, Albert Einstein usou o seu largo conhecimento para voltar ao nossoplaneta por uma noite.
Chegando em uma cidade movimentada, ele entrou em uma casa noturna. Como não conhecia ninguém, querendo se enturmar, parou ao lado de um senhor de idade e perguntou:
— Quanto você tem de QI?

— Eu tenho 250! — respondeu ele.
Ouvindo a resposta, começou a falar sobre física quântica, química, buraco negro, teoria da
relatividade etc.
Depois de perder algumas horas, ele se despediu do sujeito e foi falar com umsenhor de uns quarenta e poucos anos.
— Quanto você tem de QI?
— Eu tenho 150! — disse ele, orgulhoso.
Notando que era um QI mais baixo, começou a falar sobre economia, crise energética, política etc.
Mais tarde, ao se aproximar de um jovem, voltou a perguntar:
— Quanto você tem de QI?
— Eu tenho 25.
Einstein, percebendo que era um QI muito baixo, perguntou:
— E aí, assistiu o Big Brother ontem?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Reflexão

Problemas sempre vão aparecer. Auto-piedade, sofrimento, tristeza, medo, dor, angústia, tudo isso faz parte da vida.
Mas o que vale é saber que também fazem parte dela, a alegria, o amor, a paixão, a vontade, e isso vale a pena.
Às vezes pensamos que chegou a hora de desistir, de pular fora do barco, que não dá mais. E chorar é o melhor remédio.
Também às vezes tudo o que queremos é chorar no colo do namorado, do melhor amigo... de quem estiver disposto a te ouvir e te aconselhar, e parece o fim do mundo quando ninguém te ouve, quando você não pode encontrar apoio.
Vez ou outra, a gente sente um aperto no peito, que não dá pra entender, nem pra explicar, e quando te perguntam porque você está triste, tudo o que você quer é chorar...
E na vida você aprende que não pode confiar em qualquer um, e precisamos aprender a escolher quem está do nosso lado, e que nem todas as pessoas que nos cercam, querem o nosso bem.
Podemos escolher como vamos levar nossa vida: podemos simplesmente aceitar os problemas, se dar por vencidos, e é isso aí.
Ou então levantar a cabeça, passar por cima das dificuldades, e entender que a vida vai muito além de ficar chorando, e se lamentando pelas coisas que você não teve, ou não tem.
E de hoje em diante, vou botar isso em prática na minha vida.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pequenas teorias sobre o universo masculino

Já perdi as contas de quantas vezes me perguntei: "cadê a sensibilidade masculina?"
Tudo bem, assunto clichê, mas nem por isso deixa de ser interessante. Você que é mulher, com certeza já procurou um ombro amigo masculino, em busca de conselhos e respostas, e tudo que ouviu foi um "vai passar" ou "deixa disso", ou "nada a ver".
E você, que é homem, também já deve ter ouvido um: "nunca mais eu te pergunto nada!", ou "você é mesmo um animal!".
Coisinha difícil essa nossa convivência... Mas claro, precisamos da briga para apimentar a vida.
Mas é realmente estressante, quando tudo o que você quer ouvir do seu companheiro é uma palavra de carinho, ou mesmo de apoio, e tudo o que você ouve são frases prontas, que só te afundam no problema. mas para não ser injusta, também sei que não é nada agradável uma mulher buzinando no seu ouvido na sagrada hora do futebol. Sim, é sagrada!
Pois bem, fazendo jus ao titulo da postagem, vamos às teorias.

1- Homens são racionais. Mas não racionais à ponto de entenderem que nós somos sentimentais (mesmo que haja mulheres também racionais), e nem para entenderem que para nós é importante saber que podemos contar com quem está com a gente.
2- Sim, nós nunca somos prioridade para eles, isso é fato. Sempre vem na frente os amigos, o futebol... E que isso não significa que eles não nos amem, eles só não sabem que para nós, ser colocada em primeiro lugar é a maior prova de amor que existe.
3- Não se entristeça: por mais que ele te ame, para ele é normal olhar bundas alheias, e até acha-las mais bonitas do que a sua.
4- NUNCA o faça escolher entre você e o futebol. Pode ser fatal.
5- Se ele te disser: "Nossa, como você é linda!" sem depois pedir nada de você, sinta-se realizada minha cara...
6- Repito, eles também amam, mas de forma diferente da nossa

E por último: não tente bater de frente com esse complexo universo. É mais complicado que o nosso, embora seja divertido.
E não tente mudá-los. Eles são tao fofinhos do jeito que são...


Lá do M.D.D.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ela finalmente entendeu.

Caramba, como ela ainda podia estar com aquilo na cabeça? "Realmente, eu gosto de me massacrar", pensava ela, que agora estava louca de vontade de correr pra qualquer lugar pra esquecer daquilo, ou melhor, parar de se forçar a lembrar.
Como depois de tanto tempo aquela traição ainda estava latente em sua cabeça? Porque ela ainda se sentia tão mal, tão diminuída, se tanto tempo já havia passado? Para ela a resposta era simples: ela ainda sentia que havia coisas a serem esclarecidas. Ela queria mudar de telefone, endereço, cidade, país! Mas no fundo, tudo o que ela queria mesmo era voltar no tempo e perdoá-lo, que qualquer  assunto não resolvido seria esquecido e eles poderiam recomeçar.
Mas não.
Ela não era tão boba assim. Ele ainda fazia falta, mas mais ainda, ela sentia falta de si mesma, e da felicidade que vinha de dentro dela até tudo acontecer.
E foi aí que ela decidiu. Resolveu de vez esquecer todo o sofrimento que ele a fizera passar, e dar o primeiro passo em direção a uma vida nova, amando acima de tudo à si mesma.
Ela se descobriu, se permitiu viver em paz, e de uma vez por todas, entendeu que a culpa não era dela, que se ele fez o que fez, é porque de fato não a merecia. E então deixou de sentir pena de si mesma.
E foi aí que ela começou a ser feliz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Breve resumo da vida

Um dia você nasce. E aí você cresce. Nesse intervalo você cria sua personalidade, conhece pessoas que vai levar pra vida inteira, e pessoas que você não quer perto de você nem pro próximo minuto. Aí você chega na incrível fase da adolescência e percebe que não é mais tão bonitinho como na infância, e nem tão legal como na fase adulta. E nessa fase, você percebe que chegam as responsabilidades e que ganhar dinheiro passa a ser seu objetivo de vida. Uns ganham dinheiro fazendo o que gostam (músicos, atores, jogadores de futebol...), outros ganham a vida fazendo o que os outros gostam (garotas de programa, escritores de desenho).
E da infância até a fase adulta, você aprende coisas que leva pro resto da vida. Aprende que na verdade uma mentirinha branca não vai lhe fazer mal. E que bater em alguém que te irrita pelo menos uma vez também não vai lhe fazer mal. Aprende que as pessoas sempre vão gostar mais de quem tem mais bunda, ou está mais na moda, do que de quem tem mais cérebro, e nem adianta tentar lutar contra isso.
Aprende que a cada dia que passa, fica mais difícil mudar o mundo com aqueles sonhos que você tinha na adolescência. E vê que a cada geração que passa, esses sonhos vão se perdendo, e os jovens ficam cada vez mais bestializados.
E talvez um dia você mate alguém, roube alguém, estupre alguém, e acabe se perguntando: "será que eu sou mau-caráter?". 
Pensando bem, talvez tudo o que você pense sobre a vida esteja errado. Talvez você não se torne o grande empresário que sonha ser, e vire um atendente de telemarketing que vai estar fazendo as pessoas sentirem vontade de se matar. Ou sei lá.
Mas o que mais a gente aprende, é que nada é como a gente espera, sendo melhor ou pior.
E que no final das contas, o nosso destino é um só: no fim da vida, se dar conta de que podia ter vivido bem melhor do que viveu, mesmo que você viva achando que sua vida foi perfeita. Sempre vai existir aquela coisa que você gostaria de ter dito, ou feito. E esse arrependimento vai te acompanhar para sempre.